TECNOLOGIA E INOVAÇÃO NA CONSTRUÇÃO DO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM

TECNOLOGIA E INOVAÇÃO NA CONSTRUÇÃO DO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM

TECNOLOGIA E INOVAÇÃO NA CONSTRUÇÃO DO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM

 

 

Maria Carolina Casari Ribeiro Santos[1]

 

 

RESUMO:

 

O referido texto discute a questão das tecnologias educacionais a partir de uma análise direta da utilização das tecnologias atualmente a disposição dos programas pedagógicos e sua operacionalidade na prática como auxílio pedagógico. A análise dos elementos componentes das relações teoria e prática levam a conceber duas vias de reflexão: a formação do professor como objetivo maior para atender e desenvolver a contento a interação homem tecnologia, em contrapartida com o baixo percentual de escolas que se utilizam dela para um trabalho direto com o professor nas escolas brasileiras. Então, objetiva-se através deste trabalho o aprofundar os estudos relativos à possibilidade de se conseguir melhorar o desempenho escolar através do uso metodológico da tecnologia, como forma de enriquecer o conteúdo das aulas.

 

Palavras-chave: Tecnologia. Metodologia de ensino. Aprendizagem.

 

 

ABSTRACT:

This text discusses the issue of educational technologies based on a direct analysis of the use   of the technologies currently available to the pedagogical programs and their practicality in practice as pedagogical aid. The analysis of the component elements of the relations theory and practice lead to the conception of two ways of reflection: the formation of the teacher as a major objective to meet and develop the content of the human technology interaction, in exchange for the low percentage of schools that use it for a Direct work with the teacher in Brazilian schools. The objective of this work is to deepen the studies related to the possibility of improving school performance through the methodological use of technology as a way to enrich the content of classes.

 

Keywords: Technology. Teaching methodology. Learning.

 

 

INTRODUÇÃO

O tema deste trabalho é a importância da utilização dos meios tecnológicos para o desenvolvimento da educação e melhoria no processo ensino-aprendizagem, como forma de demonstrar que em todas as escolas é importante que haja políticas para aprimorar o conhecimento de novas metodologias de ensino-aprendizagem que tenham por base a inserção da tecnologia. Essa pesquisa se deve ao fato de que é realmente infinito o universo didático se aliado às evoluções tecnológicas presentes e ao alcance de todos indistintamente, hoje se pode em quase todas as escolas ter-se acesso a computadores e à Internet. Por isso foi escolhido o tema da importância das inovações tecnológicas no mundo escolar.

O que se apresenta no tocante ao ensino público é a problemática quanto aos recursos que as mesmas dispõem para se adequar aos novos tempos e se existem realmente a banalização das obras científicas conforme ressaltam alguns. O Art. 36. Da Lei Nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996 diz: 

 

O currículo do ensino médio destacará a educação tecnológica básica, a compreensão do significado da ciência, das letras e das artes; o processo histórico de transformação da sociedade e da cultura; a língua portuguesa como instrumento de comunicação, acesso ao conhecimento e exercício da cidadania (BRASIL, 1996, p. 49).

 

De um modo geral, a informática possibilita a explanação de um horizonte extraordinário para o convívio, disseminação de informações por pessoas de todas as idades. No dia-a-dia das pessoas, a informática possibilita melhor comunicação entre as pessoas e aumenta a produtividade das empresas, devido o avanço da tecnologia e sua modernização.

No Brasil, desde a década de 1980, e perceptível a importância do uso da tecnologia na educação, uma vez que o uso do televisor, fita em VHF, eram utilizados e com o passar do tempo tudo foi se modernizando e atualmente o computador é uma ferramenta excepcional que contribui no processo ensino-aprendizagem.

A PIE (Política de Informática Educativa) foi desenvolvida como forma de inserir o computador no processo da educação, aprimorando e defendendo a tese de que esse recurso poderia propiciar a fim de garantir um ensino de melhor qualidade. Anos mais tarde, em 1997, o computador foi enviado ás escolas de nível fundamental e médio, pelo Programa Nacional de Tecnologia Educacional afim de aprimorar e incentivar o uso pedagógico das Tecnologias de Informática e Comunicações (TICs), dentre outras ferramentas como, recurso audiovisual entre outros.

 

Informática como Ferramenta no Processo Ensino-aprendizagem

Aprimorar o desenvolvimento do aluno e a sua inserção no meio social é um dos principais objetivos traçados pela educação e o uso de computadores, notebooks, tabletes, celulares etc. fazem parte da vida de várias pessoas; mediante isso é de suma importância a presença desse recurso nas escolas brasileiras.

A utilização dos meios tecnológicos facilita as habilidades e possibilitam melhor entendimento por parte dos alunos dentro da escola, tendo como objetivo principal, objetivando a inclusão social e a interação entre aluno-aluno e aluno-professor.

No entanto, as TICs têm a finalidade de propiciar de forma mais fácil possível o aprendizado e novas formas de conhecimento. O uso dos materiais tecnológicos ou dispositivos de acesso à internet não tem como função substituir o quadro negro, giz e livro didático, servem como auxiliares dos recursos já utilizados anteriormente.

A informática é uma ferramenta de trabalho útil para o professor, pois, melhora a qualidade e as suas habilidades nas aulas, tem a função de orientar e nortear os alunos durante as atividades propostas em sala de aula e até mesmo perpassam o espaço físico da escola, por exemplo, quando for solicitado uma pesquisa extraclasse.

 

A palavra tecnologia tem origem no grego "tekhne" que significa "técnica, arte, ofício" juntamente com o sufixo "logia" que significa "estudo". Tecnologia é um produto da engenharia e da ciência que envolve um conjunto de normativas que visam a resolução de problemas. É uma aplicação prática do conhecimento científico em diversas áreas de pesquisa (DOWBOR, 2001, p. 46).

 

As tecnologias das civilizações antigas iniciam com a descoberta do fogo, a confecção da roda, a escrita, etc. com o passar dos anos houve a invenção e a utilização de várias outras tecnologias: armas, máquinas de produção, navios utilizados em navegações que possibilitaram a expansão marítimo comercial.

A partir do século XX, as tecnologias de informação e comunicação (TIC) adquiriu destaques em decorrência da evolução dos meios de telecomunicações, busca e compra de   computadores, altos investimentos na qualidade da internet. O ser humano tem um papel fundamental no âmbito da inovação.

Atualmente, a chamada alta tecnologia, é conhecida como tecnologia de ponta. Os avanços tecnológicos resultam em inovações que proporcionam melhor nível de vida ao aluno.

A tecnologia da informação (TIC´s) pode ser utilizada em vários contextos, e a sua definição pode ser muito complexa. As TIC´s têm evoluído rapidamente devido o desenvolvimento da tecnologia. A tecnologia da informação torna-se cada vez mais importante no meio social.

A inserção das tecnologias de informação e comunicação (TIC) na escola, deixa claro que os problemas e desafios que entrelaçam em meio aos espaços físicos da escola e a utilização dos recursos convencionais e novos recursos tecnológicos alteram essas práticas ocorridas no ambiente escolar.

É preciso haver na escola a prática pedagógica para que possa ocorrer a possibilidade de contribuições significativas no tocante real pelo qual este ambiente escolar disponibiliza e como ele se encontra, pois é preciso que haja qualidade na estrutura ou espaço físico (por exemplo: sala de Informática adequada) para garantir a segurança para o local.

Esses levantamentos favorecem a incorporação de várias tecnologias (computadores, Internet, TV, vídeo, DVD, Datashow etc.) pertencentes a escola inclusiva e a prática pedagógica, podendo contribuir de maneira satisfatória, e servirá para orientar e instruir o aluno mediante a sua aprendizagem. O acesso ás informações por meio tecnológico (wifi – Internet) propiciam a abertura a comunicação e interatividade em grupos, abrindo a possibilidade de relação amigável com o colega e no meio social em que vive, aprendendo a respeitar e lidar com o próximo e o mundo que o cerca.

De maneira geral, é possível perceber que a educação e conhecimento precisam ser repensados e reaprendidos. Tanto no que diz respeito às estratégias que propiciam a relação ensino-aprendizagem, quanto em relação aos papéis tradicionais desempenhados por professores e alunos, pois, no contexto específico das práticas escolares, o próprio sentido do que vem a ser “educação” amplia-se rumo à compreensão de que os aprendizados sobre modos de existência, sobre os comportamentos e até mesmo sobre como o indivíduo passa a se ver sofrem inegável contribuição ou interferência dos meios de comunicação de massa.

 

Inovação e Tecnologias na Educação

Gadotti (2002) enfatiza a importância da escola, no sentido de estimular a organização e apreensão do arsenal de informações hoje disponíveis e de fácil acesso, alertando para o fato de que o espaço escolar deve ser o centro das inovações na sociedade do conhecimento, como também, deve ser a bússola que orienta nesse mar de conhecimento.

 

A escola não pode ficar a reboque das inovações tecnológicas. Ela precisa ser um centro de inovação. Temos uma tradição de dar pouca importância à educação tecnológica, a qual deveria começar já na educação infantil. Na sociedade da informação, a escola deve servir de bússola para navegar nesse mar do conhecimento, superando a visão utilitarista de só oferecer informações ‘úteis’ para a competitividade, para obter resultados. Deve oferecer uma formação geral na direção de uma educação integral (GADOTTI, 2002, p. 8).

 

Toschi (2010) argumenta que, com a inovação, é possível criar novas formas de organizar e implementar currículos e práticas educativas, rompendo assim com as perspectivas reformistas anteriores. Acrescenta que é necessário produzir alternativas para sustentação de práticas inovadoras.

Nesse sentido, percebe-se que a geração contemporânea, também chamada de Cabeças digitais ou Nativos Digitais, quer inovações, mudanças e rapidez, conforme essas pessoas presenciam no seu cotidiano. Isso também é observado por Toschi (2010, p. 173), conforme descrito a seguir:

 

O mundo das mídias digitais oferece aos jovens e adultos, possibilidades múltiplas e infindáveis. Escrita, som, imagem, movimento constituem estas mídias que, acima de tudo, dão protagonismo ao usuário no processo de seleção do que julga ser importante para ele, e a isto dá significado.

 

É necessário, todavia, fazer uma ressalva entre estas possibilidades múltiplas, porque os jovens, convivendo com tanta informação, não conseguem pensar no mundo sem a conexão com a internet.

Especificamente em relação à inovação dentro do espaço educacional e recorrendo aos ensinamentos de Soares (2002), pode-se entender que a tecnologia é vista pelos estudantes como uma aliada, não como uma rival. O modo de pensar desses estudantes, diante de tanta informação, é rápido, cumulativo e digital; enquanto que o que a escola lhe apresenta é analógico e “da perspectiva da criança, essa sala de aula é um ambiente em que as informações são extremamente pobres” (PIOVESAN, 2005, p. 59).

As tecnologias têm chegado às escolas e se inserido em vários processos pedagógicos, conforme explica Toschi (2010, p. 10). O desenvolvimento científico e tecnológico inaugura um novo período na humanidade. Deve-se levar em consideração que “a escola não pode ignorar o que está se passando entre estas tecnologias e seus alunos”

Diante do que é tecnologia, não basta conhecer seu conceito e como se organizam e se interligam, é necessário um direcionamento de como usá-la. Nesse contexto, encontra-se a educação.

 

O grande desafio da tecnologia é o desenvolvimento tecnológico e suas repercussões numa sociedade, pois ele vai depender da capacitação científica desta sociedade; e para que haja esta formação científica, há que existir necessariamente uma educação científica. Não podemos pensar em tecnologia somente como resultado e pro­duto, mas como concepção e criação, e para isto não só precisamos do homem para concebê-la, mas é, sobretudo, da educação para formá-lo. Na tríade ciência-tecnologia-sociedade, por certo, a educação tem um lugar de destaque pelo que ela produz, desenvolve, mas, sobretu­do pelo que ela pode construir (PIOVESAN, 2005, p. 60).

 

Com a inserção das tecnologias e suas novas propostas, a educação não pode ficar fora deste processo, deve ter papel fundamental nas mudanças e inovações. Para Piovesan (2005, p. 3), no mundo atual, o desafio é entender que a “educação se faz presente não como antes, mas sim como a mediação nesse novo tempo” (p. 3). Segundo o autor, com a utilização de tecnologias interativas,

 

A educação tem que mudar para que o indivíduo não venha a sofrer com lacunas que deixaram de ser preenchidas porque a educação só estava preocupada com um currículo rígido, voltado para saberes e co­nhecimentos aprovados por um programa oficial (PIOVESAN, 2005, p. 63).

 

As novas tecnologias, na verdade, devem ser vistas como auxiliares às inovações, segundo Litwin (2001, p. 37) que afirmam que no “conceito de inovação que se propõe hoje, está envolvida a utilização de novas tecnologias em sala de aula, o que implicará novos projetos fundamentados em concepções de ensinar e aprender diferentes das propostas já existentes”.

Desse modo, a tecnologia também se relaciona com as mídias digitais, às quais surgem continuamente, como ferramentas de auxílio ao processo educacional. A este respeito, destaca-se que, para que o indivíduo se aproprie de habilidades e competências do futuro, é necessário integrar o saber das novas tecnologias à escola, ao fazer e à sociedade, sendo integrada à democracia da escola pública, gratuita e de qualidade.

Principalmente por meio da aquisição de dispositivos eletrônicos, a escola tem procurado se ligar à realidade tecnológica do mundo atual. Contudo não se vê a condição necessária para se adquirir educação de qualidade sem se conhecer e utilizar, de forma consciente e reflexiva, tais recursos eletrônicos.

De acordo com Linhares (2000), é papel do professor se aproximar e conhecer o mundo eletrônico, pois ele faz parte do cotidiano de muitos alunos, adolescentes e jovens. A escola precisa se relacionar com o mundo cotidiano do aluno, fazer relações e aproveitar a potencialidades desses meios, interligando-se ao meio em que o aluno vive, o que se denomina contextualização. Uma escola de qualidade é aquela que consegue penetrar a realidade e a experiência do aluno, transformando a realidade dos acontecimentos naturais em um processo de conhecimentos e, assim, proporcionar condições para que eles desenvolvam todas as habilidades e competências que dele se espera, inclusive em relação ao uso das novas tecnologias.

Embora Drucker (1993, p. 153) afirme que a tecnologia “está engolindo as escolas” também enfatiza ser imprescindível:

 

Repensar o papel e a função da educação escolar – seu foco, sua finalidade, seus valores. A tecnologia será importante, mas principalmente porque irá nos forçar a fazer coisas novas, e não porque irá permitir que façamos melhor a coisa velha.

 

No entanto, para Lévy (1998), a Internet é um agente humanizador, democrático e humanitário, mas alerta para descaracterização cultural de uma sociedade, por sofrer interferências de outras culturas, causando, desta forma, novos modos de interpretação e compreensão de fatos corriqueiros.Com a tecnologia digital, o acesso à informação e ao conhecimento de muitas e variadas culturas torna-se um fator relevante para a preocupação e posicionamento das escolas, que deve buscar formas inovadoras de relacionamento com a construção dos saberes.

A educação pela informática visa utilizar as benesses oferecidas pela tecnologia, no sentido de oferecer ao aluno o maior número possível de informações pertinentes ao bom desempenho de seu curso escolar, é uma prática bastante utilizada nos dias atuais por conseguir despertar no aluno uma atenção muito maior do que o que seria por ele dispensada em aulas consideradas como sendo pedagogicamente rígidas ou ultrapassadas.

A educação em todos os seus níveis vem ao longo dos tempos sofrendo toda sorte de mudanças, algumas corroboraram para avanços na sociedade, enquanto outras trouxeram um quadro de penúria para o homem. Estudos científicos vêm sendo realizados no intuito de procurar uma maneira de retroceder este quadro, que hoje vivem a maior parte da população mundial.

Países em desenvolvimento econômico como também cultural (haja visto, os casos da América Latina e África) onde existem má distribuição de renda e poucas oportunidades de crescimento cognitivo, os mais carentes e desprotegidos do capital, estão à margem da sociedade, e não tem acesso ao ensino de boa qualidade, são marginalizados e se tornam propensos a ocuparem lugares secundários na cadeia produtiva da sociedade, apesar de também possuírem, força e criatividade necessárias para produzirem ideias importantes para impulsionar a mola do progresso globalizado.

Educação e o conhecimento formam juntos, um poderoso aliado do homem, em busca de um lugar melhor na sua sociedade, essas são as maiores armas que ele possui para poder concorrer nesse modelo capitalista, a uma posição de destaque no aparelho produtivo e econômico.

Para Alves (1996, p. 42) é necessário que desde o ensino fundamental a criança já passe a viver mais tempo no mundo educacional, e que possa essa criança extrair o máximo de conhecimento possível. “Atualmente a educação interativa é a educação do terceiro milênio”. Há uma nova forma de compreender e construir conceitos, para acompanhar tal alteração e nessa nova conjuntura, a escola precisa urgentemente sofrer mudanças para chegar a um equilíbrio a realidade atual. Contudo, isto, implica em mudanças significativas na forma de se conceber o conhecimento, na gestão da escola e também na relação ensino, aprendizagem.

 

Quando se coloca o problema da modernização do ensino deve-se entender que estas mesmas tecnologias poderão se tornar o suporte de um fantástico enriquecimento social, se soubermos criar as condições políticas e institucionais que redirecionem o seu uso (DOWBOR, 2001, p. 71).

 

Portanto, existem pontos que precisam ser acertados, ao professor é necessário aprimorar-se, na nova tecnologia, absorvendo o máximo de conhecimento e a partir daí, orientar seus alunos, provocando reflexão crítica e questionadora.

Cabe a todos, indistintamente nesta nova estrutura, componentes da sociedade estudantil, educadores, gestores da educação, se preocupar em readquirir o sentido social da educação, procurando adequar humanização e tecnologia, ambos devem seguir lado a lado, um servindo ao outro, indistintamente o ensino deve ser igualitário e abrangente a todas as camadas da sociedade.

A expressão "Informática na Educação" significa utilização do computador no processo de ensino-aprendizagem. Mas essa utilização é orientada segundo um determinado paradigma pedagógico que determina as possibilidades de uso do mesmo na educação. Entre a transição e as incertezas o homem precisa compreender o estatuto do saber da atual sociedade globalizada centrada no uso e aplicação da informação. Cada vez mais o acesso à informação se faz através da informática. As novas tecnologias de informação apresentam-se modificando modos de ser e pensar estabelecidos e faz emergir novos espaços para a cultura, a Cybercultura.

 

CONCLUSÃO

 

As tecnologias, por si sós, não fazem diferença no ensino. O que importa é o que vai dentro destas tecnologias – o conteúdo que se entende por ensinar e aprender. O impacto das tecnologias, por sua vez, depende das condições e das formas como são utilizadas e integradas ao currículo. Quanto ao uso das tecnologias, os resultados sempre são referentes à sua qualidade, adequação e ao contexto de sua utilização. Uma das limitações do impacto de muitas tecnologias e que elas são usadas dentro dos rígidos contornos da escola e de uma sala de aula.      

O professor tem que lecionar preparado e os resultados serão satisfatórios, devido aos métodos, e sua adequação ao contexto, que é um mecanismo de suma importância para os professores e de motivação para os alunos em se interessar pela aula.

Portanto, cabe à escola na atual conjuntura tentar se readequar à nova situação, sem perder de vista sua identidade, isto é, suas diretrizes e metas enunciadas no Projeto Político Pedagógico (PPP). Bastando para tanto, a preocupação em implementar mudanças na forma de capacitação do professor, dando-lhe total amparo para a qualificação.

Outro ponto interessante e digno de ressalva é a maneira como a tecnologia chega às escolas, principalmente as da rede pública, em algumas é possível ver laboratórios de informática, e entusiasmo dos alunos e professores, deve haver uma melhor distribuição dos equipamentos para que haja um ensino equitativo entre elas. O sistema de TV-Escola deve ser mais bem aproveitado pelos professores, na medida que as imagens que são mostradas servem como elemento importante, pois se educa ao mesmo tempo em que se distrai o aluno, ao contrário daqueles longos relatos e leituras infinitos dos textos dos didáticos.

Sobre o melhor uso que se faz da tecnologia em sala de aula, é possível concluir que há um longo caminho a ser percorrido para que os usos das tecnologias sofisticadas promovam um ensino-aprendizagem eficiente, adequado. Todavia, a reflexão sobre o assunto e as condições atuais existentes nas unidades escolares, já são por si só instigantes.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

ALVES, Rubem. Estórias de quem gosta de ensinar. São Paulo: Cortez, 1996.

BRASIL, Ministério da Educação e Cultura. Lei nº 9.394. LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília: MEC, 1996.

DOWBOR, Ladislau. Tecnologias do conhecimento. São Paulo: Vozes, 2001.

GADOTTI, Moacir. Perspectivas atuais da educação. Rio Grande do Sul: Artmed., 2000.

LÉVY, Pierre. A Inteligência coletiva. São Paulo: Loyola, 1998.

LINHARES, Célia Frazão et al. Ensinar e aprender: sujeitos, saberes e pesquisa. Rio de Janeiro: DP&A, 2000.

LITWIN, Edith. Tecnologia educacional. Porto Alegre: ArtMed, 2001.

PIOVESAN, Rodrigo Cadorin. Inovações tecnológicas em educação: uma proposta de prática pedagógica voltada para o ensino da capoeira com auxílio da informática. 2005. Disponível em: http://www.bib.unesc.net/biblioteca/sumario/000028/00002857.PRN.pdf. Acesso em: 08 de julho. 2017.

SOARES, Magda. Novas práticas de leitura e escrita: letramento na cybercultura. Educação e Sociedade. Unicamp. v. 23.n. 81., set 2002.

TOSCHI. Alberto Aguiar. Inovação e Tecnologia na Educação. São Paulo: Atual, 2010.

 


[1] Professora na ETEC (Escola Técnica Estadual) Professor Milton Gazzetti, Presidente Venceslau – SP; Licenciatura Plena em Letras, com habilitação em Inglês pela FAPE (Faculdade Presidente Epitácio): 2003; Licenciatura em Pedagogia pela FAPI (Faculdade de Pinhais): 2010; Especialização em Gestão Educacional pela UNESP (Universidade Estadual Paulista): 2009; Mestranda em Ciências da Educação pela Universidade HiltbayUniversity.