O Aprimoramento das Novas Tecnologias no Ensino Superior

O Aprimoramento das Novas Tecnologias no Ensino Superior

O APRIMORAMENTO DAS NOVAS TECNOLOGIAS NO ENSINO SUPERIOR.

 

Ana Paula Bastos

 

 

RESUMO

O artigo em questão tem como objetivo refletir sobre o aprimoramento das novas tecnologias no ensino superior com a intenção de ajudar na qualidade do ensino e da aprendizagem no ensino superior. Sabe-se que a utilização das novas tecnologias no ensino superior busca uma transformação das atividades e do ensino uma vez que a tecnologia avança muito rápido na atualidade. Percebe-se que a utilização dessas novas tecnologias contribui muito para o avanço do conhecimento uma vez que vem para aprimorar e acelerar o conhecimento juntamente com a aprendizagem, sendo que ainda falta formação adequada aos professores para que num futuro próximo a tecnologia venha agir em favor do ensino com se deve realmente, e não simplesmente servir de enfeite nos arquivos e interior das escolas e faculdades, isso ocorre porque as novas tecnologias vêm com avanço bem rápido que muitas vezes não se consegue acompanhar, para tanto é necessário um aprimoramento adequado e capacitações para os professores principalmente os universitários para que não cheguem à sala desatualizados, uma vez que tudo se desatualiza o tempo todo. Cabem aos governantes proporcionar o alcance a essas novas tecnologias afim do professor ter acesso e poder utilizá-la em favor do ensino.        

 

PALAVRAS CHAVE: Formação docente. Ensino-Superior. Novas Tecnologias.

ABSTRACT

The article in question aims to reflect on the improvement of new technologies in higher education with the intention of helping the quality of teaching and learning in higher education. It is known that the use of new technologies in higher education seeks a transformation of activities and teaching since technology advances very fast nowadays. It is noticed that the use of these new technologies contributes greatly to the advancement of knowledge as it comes to enhance and accelerate the knowledge along with learning, and still lack adequate training to teachers so that in the near future the technology will act in favor education should really be with, and not simply serve as a garnish in the archives and inside schools and colleges, this is because the new technologies come with advancing very quickly that they often cannot keep up, both for improvement and adequate training is necessary primarily for teachers college to not reach the outdated room, since everything is desexualize all the time. Fit to the rulers enable achievement related to these new teacher have access technologies and can use it in favor of education.

KEY WORDS: teacher training. Higher-education. New Technologies

 

INTRODUÇÃO

O artigo faz uma reflexão sobre as novas tecnologias no ensino superior e seus avanços na atualidade, sendo que na escola e nas faculdades as atividades de professores e alunos que serão usuários destas novas ferramentas requer um aprimoramento rigoroso uma vez que as tecnologias hoje avançam como um raio, ou seja, muito rápido. Hoje se questiona qual é o papel da escola e da faculdade neste novo contexto, sendo que o desafio vem muito rápido e temos que enfrentar. Para tanto, é necessário muitas mudanças que vão desde a concepção de educação, aprendizagem, ensino, formação de professores, até a definição de políticas que garantam a democratização dessas novas tecnologias em uma perspectiva crítica¹.  Nesse momento tanto a faculdade quanto a escola necessitam repensar suas práticas, para atender às novas exigências do mundo na atualidade, juntamente com as novas tecnologias, traçar novas metas e assim inserir a todos um novo método de conhecimento que venha de encontro com as ansiedades do novo aluno, o qual chega à instituição já com o conhecimento de novas tecnologias atuais que fazem parte do mundo moderno e avançado.

Contudo somente a formação do professor não resolve todos os problemas da utilização das novas tecnologias. Sendo importante que políticas públicas sejam implantadas para garantir à escola a apropriação destas novas ferramentas para que professores, alunos, gestores e comunidade possam utilizá-las. O ensino superior, nas últimas décadas, realiza profundas transformações no currículo e nas atividades inserindo essas novas tecnologias que vem de encontro ao aprendizado e assim ampliar os recursos para que os alunos venham fazer uso desse material, que muitas vezes não está ao alcance dos alunos, por diversos

¹http://www.joinpp.ufma.br/jornadas/joinppIII/html/Trabalhos2/Iracy_de_Sousa_Santos.pdf

 

motivos citados acima. Com o avanço da informática que evolui muito rápido para alcançar o mercado de trabalho e se atualizar é necessário conhecer várias competências e habilidades.

Os últimos anos foram marcados pelo desenvolvimento descompensado das tecnologias e das comunicações, causando mudanças em todos os setores da atividade humana. As novas tecnologias tornaram-se, em pouco tempo, no mundo e nos meios de comunicação e entre as pessoas uma ferramenta muito importante na evolução do ensino e um recurso muito importante para os professores, sendo utilizadas de forma rotineira em instituições, empresas dentre outros. A educação não pode ficar à margem deste fenômeno, cuja consequência direta reflete na escola e nas faculdades, visto que a sua principal função, como afirma Rodrigues (1992): “preparar e elevar o indivíduo ao domínio dos instrumentos culturais, intelectuais, profissionais e políticos, garantir, ainda, que a cultura, a ciência e a técnica não sejam propriedades exclusivas das classes dominantes”.

Sabemos que o sistema é falho então não podemos deixar que uma pequena parte da população tivesse acesso a um ensino de qualidade temos que cobrar dos nossos governantes uma igualdade no ensino, não podemos mais aceitar essa divisão no ensino como comenta Rodrigues, hoje de acordo com a lei vigente em nosso país todos sem distinção tem que ter acesso ao ensino.

 

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

 Conforme os autores pesquisados nesse artigo como Castell (2000), Cebrián (1999) e Abreu (2006), entre outros, verificou-se o distanciamento da leitura e mostram o surgimento de uma comunidade mais virtual, é possível perceber atualmente que os alunos estão cada vez mais dependentes das tecnologias, e em determinados momentos chega até atrapalhar, pois o debate que se faz necessário para o curso muitas vezes fica precário e pobre de, contudo porque a tecnologia sobre sai. A nova tecnologia permite acesso a outras culturas e ao conhecimento podendo até evidenciar um processo de aprendizagem através somente das tecnologias atuais as quais avançam rapidamente e tem-se sempre se atualizar para acompanhar a evolução tecnológica de hoje, (LEVY, 1999).

“Sempre quando há o surgimento de novas palavras, novos conceitos e a explosão informacional – (BELLONI, 2008) – configura-se criação de novos hábitos, de estilo de vida, de consumo, e novas maneiras de ver o mundo e de aprender, culminando num processo de produção de cultura na sociedade. Pesquisas acadêmicas ou informais, sobre qualquer tema, podem ser realizadas em sites de busca; os sites de relacionamento aumentam em quantidade, favorecendo novas amizades e namoros; as pessoas criam seus espaços próprios na Web, como comunidades virtuais, blogs, home Page – conforme já citado no texto do item anterior – mas o sistema educacional, no que diz respeito às práticas pedagógicas, ainda não se apropriou de tais tecnologias de forma a atingir fortemente a cultura escolar a partir dessa explosão informacional e tecnológica”.

Pierre Levy ressalta a necessidade de construção de novos modelos do espaço dos conhecimentos, salientando que:

“devemos preferir a imagem de espaços de conhecimentos emergentes, abertos, contínuos, em fluxo, não lineares, se reorganizando de acordo com os objetivos ou os contextos, nos quais cada um ocupa uma posição singular e evolutiva”. (LEVY, 1999, p. 158).

Assim, a educação presencial passa por muitas mudanças, também, a educação e, bem como, a sala de aula é “desterritorializada” através da educação à distância – EAD com uso das tecnologias de informação e comunicação, essas tecnologias vêm para ajudar a inclusão social e também a defasagem do ensino, que ainda hoje se encontra numa situação de atraso.

“Ter contato com grande quantidade de informações disponível na Web e novas relações sociais proporcionadas através da apropriação das TIC, cada vez mais têm feito parte do cotidiano dos jovens alunos, e assim, sendo denominados de cabeças digitais por Abreu (2006).” O que tem sido chamada de “novas tecnologias” pelos professores, são simplesmente as tecnologias que os jovens vêm tendo acesso desde crianças. Jacquinot-Delaunay (2008) diz que não existem novas e velhas tecnologias, mas instrumentos para informar e comunicar, jogar ou ajudar nos trabalhos escolares; e “a cada surgimento de nova tecnologia existente, se faz necessário adquirir novos conhecimentos e novas formas de usos sociais” (JACQUINOT-DELAUNAY, 2008, p. 268). ”

Fica evidente que se necessita cada vez mais de um aprimoramento para termos capacidade de acompanhar a evolução tecnológica atual. Cabe aos professores universitários uma busca por esse conhecimento uma vez que é através deles que será transmitido o conhecimento para uma gama de alunos. Pois essas tecnologias têm avançado muito nos últimos anos e muitos não conseguem ou não se prepara para acompanhá-la.

 Abreu (2009) ressalta que os professores têm dificuldades para reconhecer a diferença entre os termos conhecimento e informação: conhecimento é informação processada. Desta forma, é muito importante o papel do professor neste contexto de participar da transformação das informações, aquelas que os alunos possuem, em conhecimento.

Belloni (2008) salienta que se evidenciam duas atitudes opostas dos professores quanto ao uso das TIC no campo da educação: de um lado, como se as elas fossem um instrumento com o objetivo de resolver todos os problemas da educação; e, de outro lado o posicionamento de resistência frente às TIC por não perceber o que está em jogo e/ou não perceber sua utilidade. Porém, ao recorrer a ações para integração das TIC na educação é preciso evitar o “deslumbramento” do uso indiscriminado das tecnologias por si e em si, Belloni (2008, p. 73) afirma que utilizar as TIC “mais por suas virtualidades técnicas do que por suas virtudes pedagógicas”. Neste contexto, pesquisadores como Brito e Purificação (2008), Belloni (2008), Abreu (2006), Santos e Radtke (2005), Garcia-Vera (2000) têm apontado para a importância da formação de professores, bem como, a reflexão sobre a sua prática docente, Santos e Radtke (2002, p. 328) salientam que:

A formação não pode ser dissociada da atuação, nem se limitar à dimensão pedagógica ou a uma reunião de teorias e técnicas. A formação e a atuação dos docentes para o uso da informática em educação são um processo que inter-relaciona o domínio dos recursos tecnológicos com a ação pedagógica e com conhecimentos teóricos necessários para refletir, compreender e transformar essa ação.

 Percebe-se que contato de professor e aluno seja construído em relação ao um novo olhar direcionado ao um aprendizado através das novas tecnologias. Cabe a todos envolvidos no processo elaborar e aprimorar um novo currículo em prol do ensino através das novas tecnologias. Sendo que nesse momento cabe o conhecimento prévio de cada um pois é através do que cada um sabe que se constrói o aprendizado.

 “As instituições de ensino é um lugar para atenuar as desigualdades causadas tanto pelos equipamentos, como pelo consumo e acesso aos meios, diz Jacquinot- Delanay (2008) ”, pois nem todos os alunos são iguais e nem todos têm o mesmo acesso aos meios e aos serviços tecnológicos, bem como, utilizando-os de forma a contribuir para sua aprendizagem. Desta forma, pensando em diminuir esta desigualdade e também, para além de uma prática instrumental – típico de certo tecnicismo e deslumbramento acrítico (BELLONI, 2005), os educadores têm necessidade de saber o que há realmente de “novo” nessas “últimas novidades” tecnológicas e de praticá-las, dia-a-dia, para aproveitá-la em sala de aula, ao serviço das novas modalidades de aprendizagem, e evitar – como acontece com frequência – de tentar fazer o novo com o “velho”!‟ (JACQUINOT-DELANAY, 2008, p. 268).

  Considerando as discussões dos autores pode-se perceber que concordam que o uso de tecnologias nas aulas é um ponto de partida importante para a educação, mas para que isso ocorra é necessário que as instituições e professores estejam aptos para lidar com esses recursos, pois se sabe que na maioria das vezes isso não ocorre por falta de capacitações e de políticas públicas que atentam para esse problema que enfrenta o ensino hoje, pois de acordo os autores ainda tem um longo caminho a percorrer para a implementação completa das novas tecnologias no ensino principalmente no superior que ainda enfrenta barreias, sendo que a tecnologia foi criada para facilitar a vida do ser humano. Recursos tecnológicos estão intima­mente ligados ao progresso da sociedade. “O termo é objeto de reflexão desde o seu surgimento, já que não se resume aos meios de produção, mas, também, aos produtos e objetos, como CDs, DVDs, página impressa, computadores, MP3 etc. (FERREIRA, 2001).”

A inserção de novas tecnologias na sala de aula promove a abertura de um novo mundo às crian­ças e jovens. O uso de recursos importantes como a televisão, computador conectado à internet, lousa digital, fará com que aumente as oportunidades de se obter conhecimento sobre os mais variados assuntos (DELACÔTE apud DELORS, 2005).

“Sendo assim, o professor deve ser um conhecedor da causa, já que é inadmissível um ensino de qualidade se o mediador não tem conhecimento do que deve ser feito. A disciplina Educomuni­cação é relativamente nova na grade curricular. O homem criou inúmeras fontes culturais, mas quase nada foi dito sobre como o professor ensina. Não se descobriu, por exemplo, o que os professores sabem sobre o que eles sabem, ou sobre como e por que ensinam da forma como ensinam. A experiência prática dos professores, sejam iniciantes ou experientes, assume um papel importante (SHULMAN, 1987 apud BETTI; BETTI, 1996)”.

A tecnologia na educação almeja uma amplitude maior que envolva novas formas de ensinar e de aprender inerentes com a discussão da sociedade do conhecimento, caracterizada pelos prin­cípios da diversidade, da integração e da complexidade. O uso da tecnologia propicia às pessoas de diferentes idades, classes sociais e regiões acesso à informação e vivência de conteúdos. Para tanto, os profissionais devem ter a competência pedagógica para implicar estratégias eficientes sem perder de vista o foco educacional. (TECNOLOGIA..., 2002).[...] Sendo muito importante o professor junto com a instituição integrar as tecnologias em sua metodologia e assim fazer as adequações necessárias em seu currículo[...].

Num mundo globalizado objetos como computadores, televisão, telefax, celular e outros per­mitem conhecer novos horizontes, conhecer culturas e línguas, mercados e regimes de governo, permitem modificar signos e realidades que nos são apresentadas:

(IANNI, 2001), dessa forma, é imprescindível que o sistema educacional se envolva com essas tecnologias de forma a criar novas formas de se ensinar. Dessa maneira cabe ao professor adequar e se aprimorar dessas novas tecnologias para ministrar suas aulas nos dias atuais. A tecnologia, em sua acepção, deve inovar. Na escola, proporcionar o conhecimento inovando. Segundo Hancock (apud DELORS, 2005), é inúmeras tecnologias a serem usadas. Cabe ao sistema educacional apresentá-las aos mediadores a fim de que o resultado seja satisfatório.  http://publicacoes.fatea.br/index.php/eccom/article/viewFile/243/202

De acordo com a citação acima não podemos deixar de falar sobre o sistema educacional, o mesmo tem que fazer algumas capacitações e assim inserir o professor no mundo das tecnologias, por algum motivo o professor não se atualizou pode ser por falta de tempo ou outro motivo que não se sabe então cabe ao sistema dar esse subsídio ao professor e assim o mesmo poderá faze uso dessas novas tecnologias em suas aluas fazendo as modificações necessárias em seu planejamento e colocá-las em praticas. Lembrando que os alunos hoje chegam a escola e/ou faculdades já bem familiarizado com essas novas tecnologias enquanto que o professor muitas vezes não tem acesso a nenhuma dessas tecnologias, conforme mencionado  por vários motivos não se atualizou.

A Declaração Mundial sobre a Educação para todos (UNESCO, 1990) afirma que “ao lado de suportes utilizados tradicionalmente, vale a pena explorar o potencial que oferecem as biblio­tecas, a televisão, o rádio e os outros meios de informação para atender às necessidades educa­cionais fundamentais de todos”.

Assim, pode-se definir que o processo de inserção de tecnologias nas instituições de ensino é recente. Alguns autores afirmam que essa inserção ocorreu no período Pós-Segunda Guerra Mundial quando a rádio educativa apareceu pela primeira vez. No entanto, a descendência mais coerente par­tiu da obra: Técnicas modernas a serviço de uma educação planejada, publicada pela UNES­CO em 1967. Nesta, atribuem-se aos meios tecnológicos, funções importantes que implicam o ato no ato de educar em sentido estrito, que é transmitir conceitos sejam eles quais forem (HANCOCK, apud DELORS, 2005).

Hoje, a informação está disponível em vários lugares, sob diversas formas. Essa nova sociedade passou, então, a exigir muito mais dos alunos. Hoje, não basta ser o “melhor”, é necessário que o aluno aprenda em um ritmo acelerado e de uma forma mais ampla a respeito de diversas áreas do conhecimento, então se tem que se aprimorar e se aperfeiçoar muito rápido porque as informações antes eram limitadas agora com avanço das novas tecnologias as informações chegam sem o professor esperar e o mesmo tem que estar preparado para sanar as duvida de seus alunos e assim construir um aprendizado de qualidade. http://www.ufpi.br/subsiteFiles/ppged/arquivos/files/VI.encontro.2010/GT.17/GT_17_03_2010.pdf

Sabe-se que hoje existem novas formas de ensinar é aprender, então cabe ao professor buscar um aperfeiçoamento e ampliar seu conhecimento bem como estar sempre se informando de tudo e de todas as modernidades principalmente das novas tecnologias. Cabem às instituições de ensino buscar novas formos e adequar o ensino a essa novas tecnologias, ensinar de maneira nova e assim atrair o aluno para ampliar seus conhecimentos Segundo Pierre Lévy (1993) o conhecimento poderia ser apresentado de três formas diferentes: a oral, a escrita e a digital. Então professor tem por obrigação fazer uso dessas maneiras de ensinar incorporando em suas aulas o que Lévy cita e assim preparar melhor seus alunos em relação ao conhecimento.

Por fim na revisão bibliográfica os autores afirmam que o uso de tecnologia nas instituições de ensino é pertinente, mas para se al­cançar um resultado satisfatório há de ser bem aplicado e muito bem utilizado através de uma boa formação, como foi dito anteriormente terá que haver uma formação adequada aos professores que farão uso dessas novas tecnologias.

 

METODOLOGIA

 Para a elaboração desse trabalho foi realizada uma pesquisa bibliográfica em jornais, revistas, livros, leis, “sites” da internet que falam do assunto.

 Neste sentido, este artigo traz uma reflexão teórica e critica a respeito das novas tecnologias e sua aplicabilidade nos dias atuais.

 Verifica-se que a instituição de ensino está efetivando a utilização muitas vezes pôr não saber utilizá-la e assim dificulta o trabalho dos professores, sendo que se tem que saber lidar com essas nas tecnologias, proporcionando uma capacitação não somente aos professores, mas também aos funcionários e assim fazer a inserção de todos os envolvidos no processo de ensino.

Considera-se que o avanço técnico no que se refere às redes sociais e de computadores, mostra uma realidade que se impõe na sociedade e na instituição de ensino, cobrando que a integre no processo educacional as novas tecnologias, fazendo uso dessa ferramenta em sala e em prol de uma aprendizagem de qualidade e assim integrar a todos no processo de inserção as tecnologias.

Percebe-se uma grande dificuldade para a instituição de ensino mudanças que vão desde o inicio da educação, de aprendizagem e de formação de professores, até a definição de políticas públicas que possam garantir e apropriação destas ferramentas em uma perspectiva crítica e reflexiva que venha a somar aprimoramento e seu uso em sala de aula e no dia a dia dos estudantes bem como de todos os envolvidos no processo de aprendizagem.

De acordo com as pesquisas ao exposto, é necessário conscientizar e informar que exigem análise e reflexão e aprimoramento sobre como a instituição de ensino poderá programar, em seu contexto, as novas tecnologias sem perder de vista os seguintes pontos, processo de democratização e acesso às novas tecnologias para todos que necessitam dessa ferramenta na instituição de ensino, na formação de professores e alunos que serão usuários dessas novas tecnologias para fins educativos, e assim ampliar seu conhecimento e atualizar-se no mundo tecnológico.

Para verificar-se posição, afirma-se que a não existência de recursos suficientes para equipar as instituições de ensino de acordo com padrões que seja desejável, colocá-las em condições desfavoráveis e, consequentemente, em desigualdade em termos de oportunidade de acesso à informação e ao conhecimento que as tecnologias podem proporcionar e assim fazer parte da formação dos professores para que os mesmos sejam divulgador do conhecimento.

Cabe ressaltar que existem casos de instituições de ensino bem equipadas de novas tecnologias e continuam a ensinar como sempre ensinavam,muitas vezes deixam um amontoado de equipamento se perdendo, levando-nos a acreditar que a questão não é apenas financeira, embora se perceba discordância entre os gestores e governantes que impõem novas regras todos os dias e muitas vezes não é possível acompanha a modernidade com tanta rapidez, visto que os investimentos mais intensos vão para as instituições privadas, ficando a escola pública em desvantagem em relação às demais, pois não tem condições de manter atualizadas as tecnologias, uma vez que requer um grande investimento o qual muitas vezes não chegam às contas das instituições de ensino e as mesmas tem que contar com contribuições das APMs (ASSOCIAÇÃO DE PAIS E MESTRES), já que a velocidade e avanço dessas tecnologias ocorrem muito rápido e verifica-se que não há uma capacitação adequada a todos que terão acesso a esses materiais, como dito antes.

Sobre a utilização das tecnologias em contextos educativos é sempre importante levar em conta o conhecimento prévio dos alunos e apoiado em razões relacionadas com a modernização e o aumento da produtividade, em que as tecnologias da informação e comunicação propiciam um maior número de pessoas atendidas e assim fazer chegar o acesso a todos sem distinção.

Pode se lembrar de que existe também uma insegurança por parte dos professores, de não serem substituídos pela máquina e assim ser descartado ou não ser mais o principal detentor do conhecimento como a princípio, mas por outros professores, mais bem preparados, abertos à inovação, sem complexo para a utilização destas novas ferramentas, e com competências específicas para tirar proveito delas, colocando-as, sobretudo, a serviço da aprendizagem.

Nesse sentido, afirma Macedo (2000, p. 42): “A tecnologia não como artefato técnico, mas como uma construção social, dialética em sua própria natureza”.

  Entender as tecnologias nesta perspectiva é fazer uso dela não como acessório, mas também como objeto de conhecimento e instrumento necessário ao trabalho pedagógico para facilitar, diversificar e melhorar o nível de aprendizagem é muito importante para desenvolver uma boa transmissão dos conhecimentos e assim fazer a aula ser mais interessante, obtendo a atenção dos alunos para o conteúdo abordado.

Tendo como ponto de partida os fatores internos e externos que diretamente constituem-se desafios, para que as novas tecnologias sejam efetivadas na prática educativa, tem-se que dar especial atenção a todos os principais envolvidos nesse processo que vem avanço numa velocidade que muitos não conseguem acompanhar.  O que implica pensar em uma nova concepção de educação de ensino e de aprendizagem. Isto significa assumir uma formação de professores que supere o modelo tradicional e assuma o paradigma que, http://www.joinpp.ufma.br/jornadas/joinppIII/html/Trabalhos2/Iracy_de_Sousa_Santos.pdf

Segundo Branson (1990 apud CANDAU, 1998) “é o paradigma baseado em tecnologia, que representa um processo interativo centrado no aluno” e em todos que necessitam de conhecimento através das tecnologias. Fazer com que as aulas se tornem interessante introduzindo tecnologias novas faz com que os alunos participem cada vez mais e melhor no processo de ensino, cabe ao professor descobrir suas habilidades e assim explorá-las no decorrer das aulas, mostrar aos alunos que eles podem mostrar seus potenciais através das redes sociais bem como o professor também pode usar a rede a seu favor cabe a cada um criar estratégias e colocá-la em pratica. Muitas vezes sabemos que o professor não gosta de usar as tecnologias em suas aulas, mas é necessário rever esse conceito, pois as tecnologias estão aí e fazer uso delas, é de grande valia para um aprendizado de qualidade. “uma vez que hoje a criança já nasce fazendo uso da tecnologia”(comentário meu).

Vale ressaltar aqui que o professor para ensinar tem que realmente está preparado para tal, ou seja, tem que ser conhecedor do que quer transmitir então não se atualizar não será possível uma aula de boa qualidade, como se pode verificar na citação abaixo, além da atualização o ambiente para uso tecnológico tem que ter boas condições de uso para professores e aluno desenvolverem bem sues projetos e aulas.

Lembrando que o conhecimento se constrói juntos e com a troca de experiência é muito importante para a qualidade das aulas, valorizando o conhecimento trazido pelo aluno faz parte do processo.

Nesta concepção, é necessário que exista um ambiente em condições tecnológicas favoráveis, para que o aluno desenvolva projetos individuais, receba orientação, assista às aulas, participe de discussões, faça avaliações, interaja com os colegas e professores, seja incentivado para o trabalho independente e cooperativo no sentido de internalizar e sistematizar as informações para criar conhecimento que podem ser aplicadas de maneira significativa e crítica, capaz de desmistificar o uso das tecnologias no sentido mercadológico e utilizá-lo em um projeto condizente com a realidade. http://www.joinpp.ufma.br/jornadas/joinppIII/html/Trabalhos2/Iracy_de_Sousa_Santos.pdf.

Formar professores para atuar nesta perspectiva inclui parâmetros que favoreça esta mudança de postura frente à utilização das novas tecnologias, seja em formação inicial, continuada ou permanente, propostos pela instituição e a diversidade de fontes e informações contextuais, mudança imediata do papel do professor que deverá tornar-se um mediador e facilitador para divulgar o conhecimento, o aluno deve assumir seu papel ativo, no processo de aprendizagem em relação às novas tecnologias, preocupação constante em correlacionar teoria e prática, esta aberta ao uso de inovações busca constante de auto aperfeiçoamento, considerando o trabalho pedagógico cooperativo e, trabalhar com projetos interdisciplinares que posso inserir as novas tecnologias em seus projetos fica mais fácil o acesso a todos com essas novas ferramentas no pedagógico.

O processo de formação aos docentes supõe uma competência técnica que não se desvincula da realidade e permite interagir-nos diferentes aspectos da tarefa docente, estabelecendo a mediação entre o pedagógico, e o cultural, que como diz Levy (2000, p. 79), “o professor torna-se o ponto de referência para orientar seus alunos no processo individualizado de aquisição de conhecimentos e, ao mesmo tempo, oferece oportunidades para o desenvolvimento do processo de construção coletiva do saber através da aprendizagem coorporativa”. Sua competência deve deslocar-se, no sentido de incentivar a aprendizagem e o pensamento, sua atividade será centrada no acompanhamento e na gestão da aprendizagem. http://www.joinpp.ufma.br/jornadas/joinppIII/html/Trabalhos2/Iracy_de_Sousa_Santos.pdf.

Observa- se que hoje o grande desafio para os professores assumirem uma nova ação docente mediada pela tecnologia reside no fato de lidarem com alunos os quais já possuem conhecimentos tecnologicamente avançados e acesso ao universo de informações em múltiplos espaços virtuais e outros que se encontra em plena exclusão tecnológica, sem oportunidade de vivenciar e aprender nesta nova realidade.

Considerando que a instituição de ensino pode e deve trabalhar um currículo flexível, utilizando diferentes meios para desenvolver a ação educativa e neste caso as novas tecnologias, o professor é o profissional que vai auxiliar na orientação, utilização, aplicação e avaliação crítica das ‘inovações’ em sentido amplo, sem perder de vista a necessidade para mediar à construção do conhecimento em uma sociedade informatizada, sempre valorizando toda e qualquer informação trazida pelo aluno no âmbito escolar.

A interação dos professores e alunos, em uma nova ação docente, mediada pela tecnologia permite participar de um processo amplo de troca de conhecimentos entre professor, alunos, comunidade e outros profissionais, sempre de forma crítica e reflexiva, diante desta nova realidade que avança muito rápido, muitas vezes não se consegue acompanhar essa velocidade.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

De acordo com as discussões presente nesse artigo pode-se verificar que a aplicação das novas tecnologias nas salas de aula é conve­niente, porém parte do ponto de que há a necessidade de se implantar uma estrutura adequada para que o investimento não se perca, depende de políticas publicas para que ocorra sem prejuízo para ambas partes. Fica bem evidente que os professores precisam de preparo adequado, que muitas vezes não ocorre. Não adianta impor o uso de computadores, meios impressos, DVDs entre outros, se o professor que deveria transmitir conhecimentos não está preparado e capacitado par usar essas novas ferramentas no ensino.

Conformes os autores afirmam que o uso de tecnologia nas instituições é conveniente, mas para se al­cançar um resultado satisfatório há de ser bem aplicado, porém em determinado momento não ocorre por diversos motivos que foram discutidos no decorrer desse artigo.

Sabe-se que, a Internet proporciona novas possibilidades e ações tanto no campo educacional como no social, configurando-se como um espaço de comunicação bem avançados, do qual nada é excluído, nem o bem, nem o mal, nem suas múltiplas definições, diz Lemos (2010), onde as distâncias culturais podem manter ligações cotidianas de comunicação, ficando claro que cada vez mais ocorre um distanciamento e simples assimilação de seu acolhimento muitas veze individualizado com a implementação das novas tecnologias.

O estudante, em contato com essas novas ferramentas tecnológicas, tem possibilidades de articular as experiências com o novo e trocar experiências adquirindo conhecimentos novos e assim poder dividir o aprendizado com todos envolvidos no processo. O ponto primordial nesse trabalho não foi pontuar especificamente esta ou aquela tecnologia, mas refletir sobre a utilização da mesma na instituição de ensino e seus impactos, também, para o professor e aluno que fazem parte deste processo, uma vez que o avanço tecnológico é muito rápido e cabe aos professores se atualizar para fazer parte dessa nova maneira de aprendizado, sempre se capacitando para tal função.

Contudo deve-se entender por informação qualquer comunicação ou transmissão de notícia ainda mais num mundo globalizado que muda a todo o momento. Conhecer é explorar, é buscar com mais vigor, ir fundo, além do superficial, é se inteirar realmente do assunto e assim poder discutir tudo e qualquer assunto sem o constrangimento de não esta atualizado nas novas tecnologias.

 

O conhecimento decorre do uso da informação e atualização, sendo a informação processada de acordo com o seu significado, permitindo identificar e definir melhor a atuação para interagir com as novas ferramentas, assim construir o aprendizados juntos, ou seja, todos devem estar inseridos no processo de aprendizagem juntos com as novas tecnologias, uma vez que se deve lembrar que o professor e a peça fundamental para que esse avanço ocorra de forma adequada e consciente na Educação, para que seu uso seja feito realmente em prol da aprendizagem, sempre fazendo uso de tudo e de todo conhecimento que tiver ao alcance do professor, lembrando que o mesmo sempre tem que estar em formação e assim poder ser um mediador atualizado sempre com as novas tecnologias.

 

 

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