A MEDIAÇÃO DO ENSINO DA MATEMÁTICA PARA ALUNOS SURDOS

A MEDIAÇÃO DO ENSINO DA MATEMÁTICA PARA ALUNOS SURDOS

A MEDIAÇÃO DO ENSINO DA MATEMÁTICA PARA ALUNOS SURDOS

 

 

Tânia Mara de Souza Sampaio

 

A Matemática reconhece a representação de um conceito, estuda medidas, quantidades, espaços, variações, estatísticas, estruturas e buscam regularidades que por meio das teorias explicam as relações observadas, a mesma é essencial em diversas áreas do conhecimento e sua aplicabilidade faz parte da rotina diária dos cidadãos na sociedade.

O ensino da matemática em sala de aula para alunos com surdez deve ser mediado com a realização de atividades lúdicas adaptadas que atendam as necessidades dos educandos e deve ser interagida com a Língua de sinais regulamenta pela LEI Nº 10.436, de 24 de Abril de 2002.

Segundo Sá,

 

[...] os processos identificatórios da criança surda, então, começam na interação com outros surdos: neste relacionamento, a criança surda pode não apenas adquirir de modo natural a língua de sinais, mas também pode assumir padrões de conduta e valores da cultura e da comunidade surda. Tendo essa possibilidade a criança surda pode absorver não o modelo que a sociedade ouvinte tem para os surdos, mas o que os surdos têm a respeito de si mesmos (este é o principal benefício da experiência comunitária da surdez através da vida escolar precoce: a possibilidade de construção de sua identidade).

 

Para obtenção de resultados satisfatórios no processo ensino aprendizagem é necessário que o Professor faça mediação de atividades com caráter desafiador, na qual os educandos com surdez sejam estimulados a  desenvolverem suas próprias estratégias, compreendam e interpretem informações em gráficos, tabelas entre outros, os planos de aulas para que tenham excelentes resultados devem buscar atingir os objetivos indicados nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs).

As aulas de Matemática devem ser inclusivas com abordagens de temas transversais e interdisciplinares em prol de garantir a construção do conhecimento e possibilitem a relação com temas presentes no dia a dia, na educação de valores e relações entre os indivíduos no meio que os cercam.

O Ensino da Matemática para os alunos com surdez podem ser desenvolvidos em espaços diversos dentro da unidade escolar como por exemplo: no pátio, na biblioteca, na quadra, na sala de informática, nos corredores, ou seja, além das paredes da sala de aula com objetivo de propiciar condições para que o aluno aprenda através de recursos diversos.

Conteúdos mediados com significância são muito mais prazerosos ao aprendizado do educando, pois proporciona problematização e permite o desenvolvimento de relações na qual o Professor possui autonomia para flexibilizar a metodologia, gerenciar ações e fazer avaliações contínuas.

Concluo que para ter uma escola de qualidade com excelência no ensino de Matemática para educandos com surdez é preciso respeitar a identidade surda e implementar e implantar políticas públicas que motive a educação na formação dos sujeitos como protagonistas do saber.

 

 

Referências Bibliográficas

 

PEREZ, Geraldo. Prática reflexiva do Professor de Matemática. In: BICUDO, Maria Aparecida Viggiani; BORBA, Marcelo de Carvalho (Orgs.). Educação Matemática: pesquisa em movimento. São Paulo: Cortez, 2004.

SÁ. Nidia Regina Lima de. Cultura, poder e educação de surdos. Manaus: Editora da Universidade Federal do Amazonas, 2002.

Internet:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10436.htm

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/decreto/d5626.htm